O caso da mulher de 43 anos que foi violentamente agredida após uma discussão política em um bar no bairro Itapuã, em Vila Velha, ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (4). A vítima sofreu fratura no nariz, ferimentos no rosto e chegou a perder a consciência durante as agressões.
O episódio aconteceu na noite da última segunda-feira (2), em um estabelecimento localizado na Rua José Pinto Vieira. Segundo relatos da vítima e de testemunhas, a confusão começou após uma conversa sobre o resultado das eleições presidenciais.
A mulher estava acompanhada da mãe e de uma amiga quando iniciou uma discussão com frequentadoras de outra mesa. Durante o desentendimento, um homem teria se aproximado e desferido diversos socos contra o rosto da vítima.
Testemunhas afirmam que as agressões continuaram mesmo depois que a mulher perdeu a consciência, sendo interrompidas após a intervenção de outras pessoas.
Suspeito seria policial militar
Um dos pontos que mais chamam a atenção é a informação apresentada pela vítima de que o suspeito seria um cabo da Polícia Militar do Espírito Santo.
A condição de policial militar, entretanto, ainda não foi oficialmente confirmada pela corporação.
Questionada sobre o episódio, a Polícia Militar informou que, até a atualização divulgada nesta quarta-feira, não havia recebido denúncia formal na Corregedoria relacionada ao caso.
Após a ocorrência, equipes policiais realizaram buscas pelo suspeito em um condomínio residencial próximo ao estabelecimento. Os militares conseguiram acessar a área comum do prédio, mas não localizaram o homem.
Advogado anuncia pedido de prisão preventiva
O advogado da vítima, Flávio Fabiano, informou que está adotando medidas para responsabilizar o suspeito pelas agressões.
Entre as providências anunciadas estão a apresentação de notícia-crime ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a solicitação de medidas protetivas e o pedido de prisão preventiva do homem apontado como responsável pela violência.
A vítima afirmou já estar amparada por medida protetiva, mas relatou que continua com medo de encontrar o suspeito, que residiria no mesmo bairro.
Até o momento, não há confirmação pública de que a Justiça tenha decretado a prisão preventiva ou de que o investigado tenha sido preso.
Defesa do suspeito apresenta outra versão
A defesa do homem, identificado apenas como Bernardo em manifestação divulgada à imprensa, contestou a versão apresentada inicialmente sobre o episódio.
Segundo a advogada, o cliente teria intervindo na discussão com a intenção de proteger outra mulher, que supostamente estaria sendo agredida durante a confusão.
A defesa sustenta que as circunstâncias do ocorrido precisam ser esclarecidas e que a versão apresentada pelo suspeito diverge dos relatos divulgados até agora.
A manifestação não altera a necessidade de apuração das agressões e das lesões sofridas pela vítima, que foram constatadas após atendimento médico.
Mulher sofreu fratura e teme sequelas na visão
Após as agressões, a vítima foi encaminhada ao Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha.
Exames confirmaram uma fratura no nariz. Ela também precisou receber quatro pontos na região do supercílio.
A mulher relatou possuir glaucoma avançado nos dois olhos e demonstrou preocupação com a possibilidade de as agressões terem agravado sua condição oftalmológica.
Novas avaliações médicas deverão verificar se houve comprometimento da visão.
Caso ainda depende de esclarecimentos
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da agressão, identificar formalmente os envolvidos e analisar os elementos apresentados pelas partes.
Também permanece pendente de esclarecimento oficial a informação de que o suspeito integraria os quadros da Polícia Militar.
O episódio levanta questionamentos sobre a violência em discussões políticas e sobre a necessidade de investigação rigorosa quando há suspeita de envolvimento de agentes de segurança pública.
O Acontecendo no ES continuará acompanhando o caso, especialmente os desdobramentos dos pedidos apresentados pela defesa da vítima, a atuação dos órgãos de investigação e eventuais providências administrativas da Polícia Militar.
