A Justiça do Espírito Santo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu William Santos Monzoli, acusado de matar o idoso Dante Brito Michelini, de 75 anos, conhecido como Dantinho. O crime, que ganhou grande repercussão, ocorreu em janeiro deste ano, em Guarapari.
A denúncia foi recebida no dia 9 de abril pela Justiça, após investigação apontar que o acusado matou, decapitou e ocultou o corpo da vítima.
Segundo o Ministério Público, William responderá pelos crimes de:
- Homicídio qualificado, com agravante pela vítima ser idosa;
- Violação de domicílio;
- Dano;
- Ocultação de cadáver;
- Vilipêndio de cadáver;
- Crime previsto na Lei de Drogas.
Na mesma decisão que recebeu a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva do acusado, atendendo ao pedido do Ministério Público.
Processo segue para fase de instrução
O caso está agora na fase de análise das questões processuais. Na sequência, será marcada a audiência de instrução, quando serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu.
Após a produção das provas e as alegações finais das partes, o juiz decidirá se William será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Relembre o caso
O corpo de Dante Michelini foi encontrado no dia 3 de fevereiro dentro de uma casa destruída por um incêndio em um sítio localizado no bairro Balneário Meaípe, em Guarapari, onde ele morava sozinho.
A vítima estava em avançado estado de decomposição, parcialmente carbonizada e sem a cabeça. A identidade foi confirmada posteriormente pela Polícia Científica por meio de exame papiloscópico.
William Santos Monzoli confessou o crime durante depoimento prestado no presídio, onde já estava detido por outro processo relacionado à violência doméstica. Na ocasião, ele também indicou o local onde havia escondido a cabeça da vítima, encontrada em um canal de Guarapari durante uma operação do Corpo de Bombeiros.
Caso Araceli
Dante Michelini ficou conhecido nacionalmente por ter sido um dos investigados no caso Araceli, ocorrido em 1973, em Vitória. Ele chegou a ser condenado pelo assassinato da menina Araceli Cabrera Sanchez, de 8 anos, mas foi inocentado anos depois.
