Dentista é investigada após pacientes relatarem sequelas em procedimentos estéticos no ES

Polícia Civil aponta indícios de imperícia em cirurgias faciais realizadas em clínica de Vila Velha; sobrinho da profissional também foi indiciado

A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou a cirurgiã-dentista Mariana Barros Laranja Roeder e o sobrinho dela, Nathan Laranja Roeder Holz, após denúncias de pacientes que relataram complicações graves decorrentes de procedimentos estéticos faciais realizados em uma clínica de Vila Velha.

Segundo a investigação, pacientes afirmaram ter sofrido infecções, abertura de pontos, dores intensas e cicatrizes permanentes após passarem por cirurgias de minilifting facial. O inquérito aponta possíveis falhas técnicas, ausência de exames pré-operatórios e procedimentos realizados sem a estrutura considerada adequada para lidar com complicações.

A polícia concluiu que os profissionais podem ter atuado além dos limites permitidos para a especialização registrada à época dos atendimentos. O relatório também menciona indícios de imprudência e imperícia na condução dos procedimentos.

As pacientes relataram que precisaram recorrer a tratamentos médicos complementares, uso de antibióticos e acompanhamento com especialistas para tentar corrigir as sequelas.

Além da investigação criminal, o caso também é acompanhado pelo Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES), que abriu procedimentos administrativos para apurar a atuação dos profissionais.

A defesa dos investigados afirma que os procedimentos foram realizados dentro das normas profissionais vigentes naquele período e destacou que a regulamentação sobre cirurgia estética orofacial passou por mudanças recentes no Conselho Federal de Odontologia.

O caso segue sob análise do Ministério Público do Espírito Santo, que poderá decidir pelos próximos desdobramentos judiciais da investigação.

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