Dois jogadores capixabas foram alvo de uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo que investiga possíveis conexões com um traficante atualmente preso no sistema penitenciário estadual.
A ação, denominada Operação A Tropa, cumpriu mandados de busca e apreensão envolvendo o atacante David Corrêa, jogador do Vasco da Gama, e o lateral-direito Hayner, que atua pelo Vila Nova.
O inquérito está sob segredo de Justiça e é conduzido no âmbito da 4ª Vara Criminal da Serra. A investigação busca esclarecer a natureza da relação dos atletas com Ruan de Freitas Camargo Cruz, apontado pelas autoridades como integrante do tráfico de drogas e preso desde 2024.
Policiais apreenderam celulares
No Rio de Janeiro, equipes da Polícia Civil foram até o imóvel de David Corrêa, onde dois aparelhos celulares foram recolhidos para análise.
A operação também incluiu diligências relacionadas ao Vasco da Gama. O jogador acompanhou o cumprimento do mandado e deverá prestar esclarecimentos às autoridades em data posterior.
Em Goiás, os policiais cumpriram medidas contra Hayner. As equipes estiveram na residência do atleta e também realizaram buscas no Centro de Treinamento do Vila Nova.
Investigação analisa relação antiga
Os investigadores apuram se o contato entre os jogadores e o traficante estaria relacionado apenas a uma amizade construída antes da carreira profissional ou se existem outros elementos que justifiquem o aprofundamento da investigação.
Os envolvidos são naturais da Serra, na Grande Vitória, e teriam se conhecido ainda jovens. Durante a apuração, mensagens e conversas encontradas em aparelhos eletrônicos apreendidos passaram a ser analisadas pela Polícia Civil.
A partir desse material, os investigadores decidiram avançar com novas diligências para compreender a relação existente entre os atletas e o homem preso.
Clubes se manifestaram
O Vasco informou que está colaborando com as autoridades e que acompanha o caso.
O Vila Nova, por sua vez, declarou que o jogador Hayner nega qualquer participação em atividades criminosas. Segundo a posição divulgada pelo clube, a relação do atleta com o investigado estaria ligada a uma amizade antiga.
Traficante está preso desde 2024
Ruan de Freitas Camargo Cruz foi preso em agosto de 2024 e possui antecedentes e investigações relacionadas a crimes como tráfico de drogas, homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
Ele também é apontado nas investigações como um dos envolvidos na morte de Wellington de Souza Lima, assassinado a tiros em março de 2024, na região de Parque Residencial Laranjeiras, na Serra.
A Polícia Civil continua analisando o material recolhido durante a Operação A Tropa.
Até o momento, a investigação está em andamento e não há condenação dos jogadores. O cumprimento de mandados de busca faz parte da apuração e não representa, por si só, comprovação de envolvimento em crimes.
