Família é presa por suspeita de aplicar golpes virtuais que movimentaram mais de R$ 18 milhões

Quatro integrantes de uma mesma família foram presos suspeitos de participar de um esquema de fraudes virtuais que, segundo a Polícia Civil, movimentou mais de R$ 18 milhões. As investigações apontam que o grupo utilizou um falso site de arrecadação para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e, posteriormente, passou a aplicar golpes envolvendo falsas ofertas de empréstimos.

Foram detidos os irmãos Jefferson Leite de Souza, Jackson Leite de Souza e Diego Leite de Souza, além de Thaís Martins do Nascimento, companheira de um dos investigados. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em crimes eletrônicos.

A investigação começou após informações repassadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul à Delegacia de Piúma. Conforme a apuração, os suspeitos criaram uma página na internet que simulava uma plataforma oficial de doações para as vítimas das enchentes. O dinheiro enviado pelos doadores, no entanto, não era destinado às ações de ajuda humanitária.

Após a retirada do site do ar, o endereço passou a direcionar usuários para um suposto serviço de empréstimos. Durante o contato, as vítimas forneciam dados pessoais, como CPF e imagens do rosto, que, de acordo com a polícia, eram utilizados em novas fraudes.

As investigações identificaram vítimas em pelo menos cinco estados brasileiros, enquanto o prejuízo total ainda está sendo calculado. Segundo a Polícia Civil, uma das empresas ligadas ao grupo registrou movimentação financeira considerada atípica, superior a R$ 18 milhões.

Durante as diligências, os investigadores localizaram parte dos suspeitos em Piúma. Com o avanço da operação, o grupo se dividiu entre o Espírito Santo e Minas Gerais. As prisões foram realizadas em Muriaé (MG) e em Vila Velha, com apoio da Polícia Civil mineira e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Além dos mandados de prisão, os policiais apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos, um veículo e anabolizantes.

Os quatro investigados foram encaminhados ao sistema prisional e responderão por estelionato qualificado e integração de organização criminosa. A defesa dos suspeitos não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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