O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou a suspensão da licitação da Prefeitura de Vila Velha destinada à contratação de uma empresa para os serviços de iluminação pública. O contrato previa investimento de R$ 170,9 milhões ao longo de 60 meses.
A decisão cautelar foi aprovada por unanimidade após uma representação apontar possíveis irregularidades no processo licitatório.
Principais problemas apontados
Segundo a área técnica do TCE-ES, foram identificados indícios de falhas como:
- insuficiência do projeto básico;
- fragilidades na memória de cálculo dos quantitativos da contratação;
- inconsistências entre critérios de remuneração, indicadores de desempenho e penalidades;
- ausência de regras para a transição operacional;
- falta de metodologia clara para medir os serviços prestados pelas equipes;
- dúvidas sobre o sistema de telegestão e sobre a economicidade do contrato.
O relator do processo, conselheiro Rodrigo Coelho, afirmou que os documentos apresentados pelo município não demonstram de forma suficiente como foram calculadas as quantidades de serviços e materiais previstas na contratação.
Segundo ele, essa deficiência pode comprometer a competitividade da licitação, a comparação entre as propostas das empresas e a escolha da proposta mais vantajosa para a administração pública.
O que muda
Com a decisão, a Prefeitura de Vila Velha deverá:
- interromper imediatamente o andamento da concorrência eletrônica;
- não realizar qualquer contratação decorrente desse edital;
- suspender eventual contratação emergencial relacionada à expansão e melhoria da iluminação pública até nova deliberação do TCE-ES.
Histórico
O Tribunal também lembrou que uma licitação semelhante realizada pelo município em 2025 foi revogada após questionamentos técnicos. Segundo o relator, esse histórico não foi o motivo principal da suspensão atual, mas serviu como parte do contexto analisado.
Próximos passos
O TCE-ES ressaltou que a decisão tem caráter cautelar e preventivo, com o objetivo de evitar possíveis prejuízos ao erário enquanto o processo é analisado. A medida não representa um julgamento definitivo sobre a licitação nem conclui pela responsabilidade de qualquer agente público envolvido.
