Casal é preso e confessa assassinato de advogado em Guarapari

Suspeitos alegaram motivação passional; celular da vítima tocava quando polícia chegou ao local do crime

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite desta terça-feira (19), um casal suspeito de participação no assassinato do advogado Freddy Francis Rangel Mariano, de 46 anos, encontrado morto na zona rural de Guarapari.

Segundo a corporação, os dois suspeitos foram interrogados e confessaram o crime. De acordo com os relatos prestados à polícia, o homicídio teria sido motivado por questões passionais. Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados oficialmente.

O corpo de Freddy foi localizado na manhã de segunda-feira (18), na região de Jaboticaba, área rural do município. O advogado havia sido morto a tiros.

A Polícia Civil informou que mais detalhes da investigação serão apresentados em entrevista coletiva marcada para a manhã desta quarta-feira (20), na sede da 5ª Delegacia Regional de Guarapari.

O caso causou forte comoção entre familiares, amigos e colegas da advocacia capixaba. Freddy foi velado e sepultado nesta terça-feira (19), em Cariacica.

Durante o velório, a advogada Graciete de Freitas, tia da vítima, relatou o estado emocional da mãe do advogado diante da tragédia.

“A mãe dele está arrasada. Ainda bem que é uma pessoa cristã, porque não é natural uma mãe enterrar um filho”, declarou.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores envolve os objetos pessoais da vítima. Quando saiu de casa, no domingo, Freddy levava um celular e um notebook. Os aparelhos foram encontrados próximos ao corpo.

Segundo a Polícia Civil, quando os investigadores chegaram ao local do crime, o telefone celular da vítima ainda estava tocando. O aparelho foi apreendido e será periciado. A polícia pretende analisar mensagens, chamadas e conversas para aprofundar a apuração sobre a dinâmica e a motivação do assassinato.

Documentos pessoais do advogado também estavam junto ao corpo, mas, apesar disso, familiares precisaram fazer o reconhecimento oficial da vítima.

Com a confissão do casal, a investigação entra agora em uma nova fase para esclarecer detalhes da execução, possível premeditação e eventual participação de outras pessoas no crime.

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