Medida reforça a proteção do acervo histórico estadual após incêndio que destruiu o arquivo do Tribunal de Justiça na Serra.
O Arquivo Público do Espírito Santo passará a contar, pela primeira vez desde sua fundação, em 1908, com vigilância patrimonial durante 24 horas por dia. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (23), um dia após o incêndio que destruiu o Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), na Serra.
Segundo o diretor-geral do Arquivo Público, Cilmar Franceschetto, a contratação do serviço faz parte de um conjunto de ações voltadas à preservação do patrimônio documental. O edital para contratação da empresa responsável pela vigilância foi publicado no Diário Oficial no último dia 17, antes do incêndio no arquivo do TJES.
O contrato prevê a atuação de quatro vigilantes em sistema de revezamento, garantindo monitoramento permanente da sede da instituição, localizada no Centro de Vitória. O serviço terá duração inicial de 24 meses, com possibilidade de renovação, e investimento superior a R$ 722 mil.
De acordo com a direção do Arquivo Público, a vigilância tem caráter preventivo e busca reduzir riscos como invasões, furtos, vandalismo, acessos não autorizados e responder com rapidez a ocorrências, incluindo princípios de incêndio e falhas em sistemas essenciais.
O Arquivo Público é responsável pela guarda e preservação de documentos produzidos pelos órgãos do Governo do Estado. O acervo reúne cerca de 10 mil caixas de documentos, 3 mil mapas e plantas, além de aproximadamente 55 mil fotografias e negativos, incluindo registros históricos sobre imigração, educação, cartas de liberdade e imagens do Espírito Santo desde o século XIX.
Além da vigilância permanente, o órgão informou que já investiu aproximadamente R$ 1,12 milhão em melhorias de segurança, como sistemas de videomonitoramento, detecção e combate a incêndios e adequações na estrutura do prédio.
