Jovem de 19 anos morre após lutar contra câncer raro e mãe faz alerta sobre diagnóstico precoce

A estudante e ex-estagiária do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), Manoela Vilela Ferreira de Lima, morreu aos 19 anos após enfrentar um câncer raro na glândula adrenal esquerda. A jovem faleceu no último dia 19 de julho, meses depois de receber o diagnóstico da doença.

Segundo a família, os primeiros sintomas surgiram em novembro de 2025. Após exames e investigações, foi identificado um tumor na glândula adrenal. Em fevereiro deste ano, durante uma cirurgia, os médicos constataram que a doença já havia se espalhado para o fígado.

Em entrevista, a mãe de Manoela, Paula Cássia Bezerra Ferreira, fez um apelo para que outras famílias busquem investigação médica diante de sintomas persistentes.

“A mensagem que eu deixo para as mães é que a gente nunca pode, no primeiro momento, aceitar um laudo ou o que o médico disser. A gente tem que investigar até o final”, afirmou.

A família relata que, antes do diagnóstico, alguns sintomas chegaram a ser associados ao estresse do período de vestibular, o que acabou retardando a descoberta da doença.

Descrita como uma jovem dedicada e responsável, Manoela sonhava em cursar Direito. Ela também foi homenageada pelo UP Centro Educacional, onde estudou, e pelo Tribunal de Contas do Estado, que decretou luto oficial de três dias em reconhecimento à sua passagem pela instituição.

O que é o câncer na glândula adrenal?

Segundo especialistas, a neoplasia da glândula adrenal é caracterizada pelo crescimento anormal de células nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins. O tumor pode ser benigno ou maligno e, em alguns casos, produzir hormônios em excesso, provocando alterações no organismo.

O carcinoma adrenocortical, tipo de câncer mais agressivo da região, é considerado raro, com incidência estimada em cerca de um caso por milhão de habitantes por ano.

Entre os sintomas que merecem atenção estão hipertensão de difícil controle, palpitações, suor intenso, dores abdominais ou nas costas, ganho de peso associado à fraqueza muscular, alterações hormonais e outros sinais persistentes sem causa aparente.

Especialistas orientam que sintomas contínuos ou progressivos devem ser reavaliados por um médico e, quando necessário, investigados com exames complementares e avaliação especializada.

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