Setor mantém forte desempenho no comércio exterior, com destaque para café, celulose e pimenta-do-reino, que concentram mais de 95% das vendas
O agronegócio capixaba começou 2026 com desempenho expressivo no mercado internacional. Nos quatro primeiros meses do ano, o setor registrou cerca de R$ 4,6 bilhões em geração de divisas, com produtos sendo enviados para 110 países, segundo dados da Gerência de Dados e Análises da Seag, baseados em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.
A pauta de exportações do Espírito Santo continua diversificada, incluindo itens como café, celulose, pimenta-do-reino, gengibre, mamão, chocolates e derivados de cacau, entre outros produtos que vêm fortalecendo a presença do estado no comércio global.
O café segue como principal destaque do agronegócio capixaba, respondendo por US$ 464 milhões em exportações, o equivalente a 51,1% da receita total do setor no período. Em seguida aparecem a celulose, com US$ 243 milhões (26,8%), e a pimenta-do-reino, que movimentou US$ 158,8 milhões, representando 17,5% do total exportado.
Somados, esses três segmentos foram responsáveis por mais de 95% de todas as vendas externas do agro capixaba entre janeiro e abril.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou que, apesar da liderança do café, a pimenta-do-reino vem ganhando cada vez mais espaço no mercado internacional.
Segundo ele, a diversificação das cadeias produtivas fortalece a economia rural e reduz a dependência de um único produto, ampliando as oportunidades de renda no campo.
Os Estados Unidos lideraram como principal destino das exportações do agro do Espírito Santo, com US$ 189,1 milhões, o que representa 20,8% do total. Em seguida aparecem Turquia, com US$ 67,9 milhões (7,5%), e Colômbia, com US$ 54,7 milhões (6%).
Apesar do bom resultado em valor exportado, café e celulose apresentaram queda em volume no período analisado. O café recuou 1,3%, enquanto a celulose teve redução de 10,7%.
A pimenta-do-reino, por outro lado, segue em trajetória de crescimento e alcançou uma participação histórica de 17,5% nas exportações do setor. Entre janeiro e abril, o produto gerou US$ 158,8 milhões, com aumento de 17,4% em valor e 15,8% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O desempenho reforça o papel do Espírito Santo como um dos principais produtores nacionais da especiaria e evidencia a expansão de novas cadeias agrícolas no estado.
Outro ponto de destaque foi o crescimento das exportações para o Oriente Médio, que somaram US$ 56,87 milhões no período, alta de 12,3% em relação ao ano anterior.
O café puxou esse avanço na região, com US$ 40,46 milhões e crescimento de 59,3%, enquanto a pimenta-do-reino teve desempenho contrário, com queda nas vendas para esse mercado específico.
O secretário destacou ainda que a diversificação de destinos é fundamental para reduzir riscos e garantir estabilidade nas exportações, já que cada mercado apresenta comportamentos distintos.
