Investigação revela esquema que levou à prisão de guardas e advogados no ES

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) revelou um esquema que resultou na prisão de guardas municipais e advogados suspeitos de colaborar com uma organização criminosa na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

De acordo com as apurações, os investigados teriam atuado no repasse de informações estratégicas e na intermediação de mensagens entre detentos e integrantes da facção em liberdade. Entre os alvos estão servidores da Guarda Municipal e profissionais da área jurídica, incluindo um ex-comandante da corporação.

As investigações indicam que líderes do grupo criminoso, ligados ao Primeiro Comando de Vitória (PCV), emitiam ordens de dentro de unidades prisionais. Essas determinações eram transmitidas por meio de bilhetes, conhecidos como “catuques”, levados durante visitas e repassados a outros membros fora dos presídios.

No caso dos advogados, a suspeita é de que atuavam como intermediários dessas mensagens. Já os guardas municipais são investigados por supostamente fornecer informações sobre operações policiais, o que poderia facilitar a atuação da organização e evitar ações das forças de segurança.

Durante as diligências, foram apreendidos documentos e materiais que podem reforçar as suspeitas, incluindo anotações atribuídas a integrantes do grupo criminoso.

A ação faz parte da terceira fase da chamada Operação Telic, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram cumpridos mandados de prisão e de busca em municípios da Região Metropolitana.

As investigações seguem em andamento e correm sob sigilo. Os envolvidos podem responder por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa e outras infrações relacionadas.

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