Com o encerramento do prazo para as convenções partidárias nesta quarta-feira (5), o cenário da disputa pela Presidência da República está oficialmente definido. As principais legendas homologaram seus candidatos e vices, enquanto uma parcela significativa dos partidos decidiu não apoiar nenhum presidenciável nacionalmente, liberando seus diretórios estaduais para formar alianças regionais.
A configuração revela uma eleição marcada por menos coligações nacionais e maior autonomia dos partidos nos estados, o que promete tornar a campanha ainda mais dinâmica nos próximos meses.
Confira quem disputará a Presidência
A candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi confirmada pela Federação PT-PCdoB-PV, contando ainda com o apoio do PSB, PDT e da Federação PSOL-Rede. O vice na chapa será novamente Geraldo Alckmin.
Pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro foi oficializado como candidato à Presidência, tendo como vice o deputado federal Alfredo Gaspar. O partido disputará a eleição sem coligações nacionais.
O PSD confirmou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a disputa presidencial, com Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente.
Já o Novo homologou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tendo como companheiro de chapa o senador Eduardo Girão.
Outras candidaturas também foram oficializadas. O Avante lançou o escritor Augusto Cury, enquanto o partido Missão confirmou Renan Santos como candidato à Presidência, acompanhado de Aroldo Medina na vice.
Partidos adotam neutralidade
Uma das principais novidades do processo eleitoral é a decisão de seis partidos e federações de não declarar apoio nacional a qualquer candidato ao Planalto.
Optaram pela neutralidade:
- União Progressista (União Brasil e PP);
- Republicanos;
- MDB;
- Podemos;
- Federação PSDB-Cidadania;
- Federação Solidariedade-PRD.
Na prática, essas legendas poderão apoiar candidatos diferentes em cada estado, fortalecendo alianças locais e ampliando o peso das disputas regionais durante a campanha.
Campanha entra em nova fase
Com as convenções encerradas, os candidatos passam a concentrar esforços na campanha eleitoral, que será marcada por debates, programas eleitorais, viagens pelo país e articulações políticas.
Especialistas avaliam que o grande número de partidos sem alinhamento nacional pode aumentar o protagonismo das lideranças estaduais e influenciar diretamente as estratégias para governador, Senado e Câmara dos Deputados.
O que esperar
A partir de agora, a corrida pelo Palácio do Planalto entra em sua fase decisiva. A expectativa é de uma campanha intensa, polarizada e com forte influência das redes sociais, da economia e das alianças construídas em cada estado.
Acontecendo no ES seguirá acompanhando diariamente os principais movimentos da eleição de 2026, trazendo análises, bastidores e os impactos da disputa nacional para o Espírito Santo.
