Vereador aciona Polícia Civil e acusa médico de ameaças após caso envolvendo pichação na Casa Bolsonaro

O vereador de Vitória, Armandinho Fontoura (PL), apresentou nesta quarta-feira (24) uma representação criminal à Polícia Civil do Espírito Santo solicitando a abertura de um inquérito para investigar supostas ameaças, constrangimento ilegal, coação no curso do processo e desacato atribuídos ao médico e professor universitário Roberto de Sá Cunha.

Segundo o documento protocolado pelo parlamentar, o episódio ocorreu no último domingo (21), na chamada “Casa Bolsonaro”, espaço utilizado para reuniões políticas e atendimento ao público. A representação afirma que Roberto de Sá Cunha teria interrompido um encontro que acontecia no local para exigir a retirada de vídeos e imagens relacionados à investigação envolvendo sua esposa.

Ainda conforme a denúncia, durante a discussão o médico teria proferido ofensas e frases consideradas ameaçadoras pelo vereador, como: “Você não sabe com quem está mexendo”, “Você mexeu com a pessoa errada” e “Eu vou acabar com você”.

A defesa de Armandinho sustenta que as supostas intimidações ocorreram após a adoção de medidas judiciais contra a esposa de Roberto de Sá Cunha. Ela é investigada em procedimento separado sob a acusação de ter utilizado fezes de animal para danificar a fachada da Casa Bolsonaro em dois episódios distintos.

Na representação, o vereador solicita que a Polícia Civil colha depoimentos de testemunhas, analise as imagens do sistema de videomonitoramento e investigue os fatos relatados. O pedido também inclui a adoção de medidas cautelares para impedir a aproximação do investigado do parlamentar e de sua equipe.

De acordo com a assessoria jurídica de Armandinho Fontoura, as providências solicitadas têm como objetivo garantir a segurança do vereador e preservar o andamento das investigações.

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