Movimento critica representações digitais consideradas distorcidas do principal símbolo religioso e cultural de Vila Velha
Um grupo formado por artistas, produtores culturais e empreendedores do Coletivo Criativo Prainha iniciou um movimento de protesto contra o uso considerado inadequado de Inteligência Artificial na produção de imagens do Convento da Penha, em Vila Velha.
Segundo o coletivo, algumas representações digitais do monumento estariam alterando sua relação com a paisagem original e comprometendo a leitura histórica e cultural do espaço, que é um dos principais símbolos religiosos do Espírito Santo.
Os integrantes defendem que, embora a tecnologia possa ser utilizada na produção de conteúdo visual, ela deve respeitar critérios de fidelidade estética e preservação da identidade do patrimônio histórico. Para o grupo, o Convento da Penha possui valor simbólico e arquitetônico que dispensa intervenções gráficas que possam descaracterizá-lo.
O movimento prevê um encontro aberto ao público para debate sobre o tema, com foco na valorização da memória, da paisagem e da identidade cultural local. A iniciativa também busca estabelecer diretrizes para futuras representações visuais do monumento em materiais institucionais, artísticos e digitais.
O Convento da Penha é considerado um dos mais importantes patrimônios históricos e religiosos do estado e recebe milhares de visitantes e romeiros ao longo do ano.
