Caso Tarlan: Justiça suspende processo sobre suposto golpe milionário no ES

A ação penal contra Tarlan Moura Lira, de 40 anos, investigado por um suposto esquema de fraude financeira que teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões a investidores no Espírito Santo, foi suspensa temporariamente por decisão liminar da Justiça.

Preso desde março deste ano, Tarlan foi indiciado pela Polícia Civil por cinco crimes de estelionato. A defesa questiona a realização de uma audiência de instrução, alegando que testemunhas deixaram de ser ouvidas, enquanto o Ministério Público sustenta que não houve prejuízo ao direito de defesa.

Segundo as investigações, o conferente portuário teria atraído amigos, colegas de profissão e conhecidos com a promessa de altos lucros em um suposto negócio de compra e revenda de produtos eletrônicos. A Polícia Civil estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 115 milhões.

A prisão preventiva foi decretada após uma testemunha informar que o investigado estaria providenciando documentos para deixar o país. A defesa afirma que o passaporte foi entregue à Justiça e nega risco de fuga.

O advogado de Tarlan também defende que a maioria dos investidores teria obtido lucro enquanto o negócio funcionava e tenta reverter a prisão preventiva no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem sucesso até o momento.

O Ministério Público do Espírito Santo pediu a revogação da liminar que suspendeu o processo, argumentando que a audiência ocorreu de forma regular e que duas das cinco testemunhas deixaram de ser ouvidas porque foram dispensadas pela própria defesa.

Enquanto o impasse jurídico continua, vítimas afirmam enfrentar prejuízos financeiros e emocionais. O advogado que as representa informou que segue reunindo provas para buscar a responsabilização do investigado e a recuperação dos valores perdidos.

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