Empresário investigado na Operação Baest é preso em aeroporto na fronteira com o Paraguai

Adilson Ferreira foi detido no Mato Grosso do Sul durante ação do Gaeco; ele é investigado por lavagem de dinheiro

O empresário Adilson Ferreira, da Serra, foi preso na manhã desta sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, cidade localizada na fronteira com o Paraguai. A prisão foi realizada durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Adilson é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Ele já havia sido alvo da Operação Baest, deflagrada no ano passado para apurar movimentações financeiras ligadas a organizações criminosas.

Segundo o MPES, a investigação aponta que o empresário integraria uma estrutura voltada à ocultação de recursos por meio de empresas registradas em nome de terceiros. Em abril deste ano, o Ministério Público apresentou denúncia contra 14 investigados por crimes como organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e agiotagem.

A 2ª Vara Criminal de Vitória recebeu a denúncia e autorizou medidas cautelares, incluindo bloqueio de bens, apreensão de veículos e dissolução de empresas supostamente utilizadas no esquema.

Em março deste ano, o empresário também foi alvo de um atentado em Jacaraípe, na Serra. A caminhonete dele foi atingida por disparos de arma de fogo, mas Adilson não ficou ferido.

As investigações da Operação Baest já resultaram na apreensão de cerca de R$ 100 milhões em bens e no indiciamento de dezenas de pessoas. O caso é considerado uma das principais ações recentes de combate à lavagem de dinheiro no Espírito Santo.

O nome de Adilson também aparece em relatório da Polícia Federal que cita suposta ligação com o desembargador federal Macário Júdice Neto, preso preventivamente desde 2025. Segundo a PF, conversas analisadas indicariam tentativa de interferência em uma licitação da Secretaria de Educação do Espírito Santo envolvendo uma empresa ligada ao empresário.

A defesa de Adilson Ferreira ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

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