Uma proposta em análise no Congresso Nacional pode alterar novamente o padrão das placas de veículos no país. O texto prevê a volta da identificação da cidade e do estado de registro, informações que deixaram de constar com a adoção do modelo Mercosul.
Atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto já passou pelo Senado Federal e propõe que as placas voltem a exibir dados como município, unidade federativa e também a bandeira do estado.
O modelo Mercosul começou a ser implementado em 2018 e se tornou obrigatório em todo o país em 2020, priorizando um padrão unificado entre países do bloco e reduzindo as informações visíveis nas placas.
De acordo com o autor da proposta, Esperidião Amin, a inclusão desses dados pode facilitar o trabalho de fiscalização por parte de autoridades de trânsito e órgãos de segurança, especialmente em situações envolvendo infrações, roubos ou veículos irregulares.
Além da questão prática, o texto também defende que a identificação da cidade tem valor simbólico, contribuindo para o sentimento de pertencimento regional e valorização cultural.
Outro argumento apresentado é que o acordo entre países do Mercosul estabelece apenas um padrão mínimo de informações, não impedindo que cada país adote elementos adicionais em suas placas.
Se aprovado em todas as etapas legislativas, o novo modelo não será implementado imediatamente. A proposta prevê um prazo de um ano após a sanção presidencial para que a mudança passe a valer, sendo obrigatória apenas para novos emplacamentos, sem custos extras para os proprietários.
O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, pelo plenário da Câmara antes de seguir para sanção da Presidência da República.
