Floresta entre Sooretama e Linhares inspira documentário sobre conservação no ES

Produção destaca um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Estado e os desafios para preservar a biodiversidade

Uma das áreas mais importantes de preservação ambiental do Espírito Santo será tema de um novo documentário. A região que conecta Sooretama e Linhares recebeu a primeira visita técnica da equipe responsável pelo filme “A Vida Pede Passagem”, que pretende retratar a riqueza e os desafios da Mata Atlântica no Estado.

O projeto é conduzido pelo Instituto Últimos Refúgios e terá direção do cineasta Klaus’Berg, professor da Universidade Federal do Espírito Santo.


Um dos maiores blocos de Mata Atlântica do ES

A região abriga um complexo ambiental de grande relevância, formado pela Reserva Biológica de Sooretama e pela Reserva Natural Vale, além de reservas privadas.

Juntas, essas áreas somam cerca de 50 mil hectares contínuos de floresta, configurando um dos maiores remanescentes preservados da Mata Atlântica no Espírito Santo.

O território é habitat de espécies ameaçadas e emblemáticas, como a onça-pintada, a harpia e a anta, além de abrigar uma das principais populações do mutum-de-bico-vermelho, ave em risco de extinção.


Desafios no meio da floresta

Apesar da importância ambiental, a região enfrenta pressões constantes. Um dos principais pontos de impacto é a BR-101, que corta o corredor florestal.

Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo indicam que o trecho fragmenta habitats e contribui para o alto número de atropelamentos de animais silvestres.

A rodovia, administrada pela Ecovias Capixaba, é vista como um dos principais desafios para equilibrar desenvolvimento e conservação ambiental.


Documentário busca sensibilizar

A proposta do filme vai além de mostrar os problemas. A ideia é revelar a complexidade da floresta e destacar a importância de ações integradas para garantir sua preservação.

Durante a visita técnica, a equipe percorreu áreas estratégicas para definir a abordagem narrativa e captar referências visuais, buscando uma representação fiel da realidade local.


Produção e apoio

O documentário é viabilizado por meio da Lei Rouanet, com apoio de instituições como o ICMBio e patrocínio de empresas que atuam na região.

A expectativa é que a obra ajude a ampliar o debate sobre conservação ambiental e reforce a importância de proteger um dos últimos grandes fragmentos de Mata Atlântica no Estado.

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