Especialistas indicam que data do desligamento influencia salário proporcional, férias e 13º
Decidir pedir demissão envolve planejamento — e escolher o dia certo pode fazer diferença no valor recebido na rescisão. Isso porque verbas como salário, férias e 13º proporcional são calculadas com base nos dias trabalhados no mês.
De forma geral, o período mais vantajoso para solicitar o desligamento é após o dia 15, preferencialmente no início da semana. Assim, o trabalhador acumula mais dias no mês, o que aumenta o valor do salário proporcional e dos benefícios.
Outro ponto estratégico é aguardar o fechamento da folha de pagamento. Dessa forma, evita-se perder valores adicionais, como horas extras, comissões ou gratificações que ainda não foram processadas pela empresa.
Além disso, ao escolher uma segunda-feira para formalizar o pedido, há casos em que o descanso do fim de semana pode ser considerado no cálculo, especialmente para quem não trabalha aos sábados e domingos.
Aviso prévio exige atenção
Ao pedir demissão, o trabalhador normalmente deve cumprir aviso prévio de até 30 dias. Esse período pode ser trabalhado ou negociado com a empresa.
Caso o aviso não seja cumprido, o empregador pode descontar o valor correspondente das verbas rescisórias. Por outro lado, se houver acordo para dispensa do cumprimento, o pagamento pode ser mantido normalmente.
O que o trabalhador recebe
Na demissão por iniciativa própria, o trabalhador tem direito a:
- saldo de salário;
- 13º salário proporcional;
- férias proporcionais e, se houver, férias vencidas, ambas com adicional de um terço.
Por outro lado, não há direito à multa de 40% do FGTS nem ao seguro-desemprego, benefícios exclusivos para casos de demissão sem justa causa por parte da empresa.
