Número de pessoas que moram sozinhas cresce no Espírito Santo e idosos são maioria

Levantamento da PNAD Contínua 2025 mostra aumento dos domicílios unipessoais e aponta que quase metade desses moradores tem 60 anos ou mais

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025 indicam mudanças importantes na configuração das famílias no Espírito Santo. Entre os principais destaques está o crescimento do número de domicílios com apenas um morador, que passaram de 11,6% em 2012 para 21,3% em 2025, um aumento de 9,7 pontos percentuais.

Segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo ocupa a quarta posição no ranking nacional de estados com maior proporção de pessoas morando sozinhas, atrás apenas de Rio de Janeiro (23,5%), Bahia (22,3%) e Rio Grande do Sul (21,9%).

A análise por faixa etária mostra que 11,9% dos moradores solos têm entre 15 e 29 anos, enquanto 43,8% estão na faixa de 30 a 59 anos. Já os idosos representam a maior parcela desse grupo, com 44,2% das pessoas com 60 anos ou mais vivendo sozinhas.

O estudo também aponta diferenças entre homens e mulheres. Entre os homens que vivem sozinhos, 53,6% têm entre 30 e 59 anos, e 33,1% têm 60 anos ou mais. Já entre as mulheres, o cenário se inverte: 58% estão na faixa etária acima dos 60 anos, enquanto 31,6% têm entre 30 e 59 anos.

Apesar do aumento dos domicílios unipessoais, a maioria das residências capixabas ainda é composta por famílias nucleares, que representam 66,5% do total. Nesse grupo estão casais com ou sem filhos, além de arranjos como pais ou mães com filhos. Os domicílios unipessoais já somam 21,3%, seguidos pelos estendidos (11,1%) e pelos compostos (1,1%).

O Espírito Santo registrou cerca de 1,6 milhão de domicílios particulares permanentes em 2025, número 5,2% maior do que em 2024 e 20,5% acima do registrado em 2016. As casas continuam predominando, representando 80,4% das moradias, enquanto os apartamentos correspondem a 19,3%.

O levantamento também traz dados sobre infraestrutura domiciliar: 91,2% das residências possuem piso de cerâmica, lajota ou pedra; 89,7% contam com coleta direta de lixo; 7,6% têm piso de cimento; 4,4% utilizam caçambas; e 5,6% ainda queimam o lixo no próprio terreno.

Outro destaque é o aumento do número de imóveis alugados no estado, que passou de 16,5% em 2016 para 23,7% em 2025. Na Região Metropolitana da Grande Vitória, o percentual é ainda maior, chegando a 28,1%, enquanto na capital Vitória atinge 31,9%.

Em relação à posse de veículos, 50,9% dos domicílios capixabas possuem carro, 27,6% têm motocicleta e 17,9% contam com ambos. Na Grande Vitória, os índices variam entre 49,1% com carro, 16,2% com moto e 10,4% com os dois. Em Vitória, 50,3% possuem carro e 8,9% motocicleta.

Os dados também confirmam o envelhecimento da população capixaba. Em 2012, pessoas com 60 anos ou mais representavam 10,9% dos moradores do estado. Em 2025, esse percentual subiu para 17,5%.

Quanto à composição populacional, as mulheres representam 50,7% dos habitantes e os homens 49,3%. No recorte por cor ou raça, 50,3% se declaram pardos, 37% brancos e 12,1% pretos.

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