Um adolescente de 16 anos permaneceu por três dias detido em uma cela comum de uma delegacia em Colatina, no noroeste do estado, enquanto aguardava transferência para uma unidade socioeducativa do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).
O jovem foi apreendido por posse ilegal de arma e deveria ser encaminhado para uma unidade destinada a menores em conflito com a lei. No entanto, a transferência não ocorreu imediatamente por falta de vagas, fazendo com que ele permanecesse na delegacia por três dias.
A situação contraria o que determina a Lei de Execução Penal, que estabelece que adolescentes não devem permanecer em delegacias comuns, locais voltados apenas para registros de flagrante e procedimentos policiais.
Durante esse período, o adolescente ficou em uma cela utilizada por adultos presos em flagrante por crimes diversos. Segundo ele, as condições do local eram difíceis. “É muito quente, tem cheiro forte e o chão é frio. Estou esperando sair a vaga para internação”, relatou.
De acordo com a mãe do jovem, a delegacia não possui estrutura adequada para manter adolescentes detidos. Ela afirmou que precisou levar comida e água todos os dias para o filho enquanto ele aguardava a transferência.
Segundo a mulher, os próprios policiais informaram que o local não tem condições de oferecer alimentação ou assistência adequada ao adolescente e que aguardavam apenas a liberação de uma vaga em unidade do Iases para realizar a transferência.
