Veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1,5 milhão poderão ser leiloados; um dos automóveis também foi solicitado pela Guarda de Vitória para uso operacional
Três veículos de luxo ligados ao empresário Adilson Ferreira, investigado na Operação Baest, foram transferidos para o Pátio Central do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES). Entre os automóveis estão dois modelos da marca Porsche, avaliados em conjunto em mais de R$ 1,1 milhão.
Foram encaminhados ao local um Porsche Panamera, um Porsche Cayenne e um Jeep Commander. Já uma caminhonete Dodge Ram, igualmente apreendida durante as investigações, permanece em uma concessionária aguardando conclusão de reparos. O veículo foi atingido por disparos de arma de fogo em março deste ano, quando era utilizado pelo empresário.
De acordo com informações do processo, o Porsche Panamera foi o último dos veículos a ser localizado. Dias após a determinação judicial de apreensão, o automóvel foi apresentado às autoridades por meio da defesa do investigado e levado ao pátio oficial.
Os carros permanecem armazenados em área coberta e recebem tratamento diferenciado em relação aos demais veículos apreendidos, com medidas voltadas à preservação de seu estado de conservação.
Possibilidade de leilão
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já solicitou à Justiça autorização para a venda antecipada de parte dos veículos. A medida busca evitar a desvalorização dos bens durante o andamento do processo.
Caso o pedido seja autorizado, os automóveis poderão ser comercializados em leilão público realizado com apoio do Detran-ES. Os recursos obtidos permanecerão vinculados ao processo judicial até decisão definitiva.
Além disso, a Guarda Civil Municipal de Vitória manifestou interesse em utilizar provisoriamente o Jeep Commander em atividades de inteligência, monitoramento e operações de segurança. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público, mas ainda depende de decisão judicial.
Investigação
Adilson Ferreira responde a processo criminal juntamente com outros investigados após denúncia apresentada pelo MPES no âmbito da Operação Baest. Segundo a acusação, o grupo seria responsável por práticas relacionadas a organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e agiotagem.
A prisão preventiva do empresário foi decretada pela 2ª Vara Criminal de Vitória no fim de abril. Ele foi localizado e preso no início de maio no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, município de Mato Grosso do Sul situado na fronteira com o Paraguai.
O empresário também é citado em outra investigação conduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apura possíveis conexões com um desembargador capixaba em supostas irregularidades envolvendo processos licitatórios.
