Cidade aparece entre as principais contratantes do grupo de empresas alvo da Operação Colosso de Areia, que apura suspeita de lavagem de dinheiro.
Vila Velha está entre os municípios capixabas que mantiveram contratos com empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos. A cidade responde por cerca de 10% do valor total dos contratos firmados pelo grupo entre 2017 e 2025.
A investigação faz parte da Operação Colosso de Areia, deflagrada nesta quarta-feira (9), que apura a movimentação de aproximadamente R$ 908,8 milhões em contratos públicos celebrados por cinco empresas dos setores de construção civil, engenharia, transporte e prestação de serviços. Parte dos recursos tem origem em verbas federais.
Segundo a Polícia Federal, a maior parte das contratações ocorreu entre 2024 e 2025. Além de Vila Velha, aparecem entre os municípios com contratos Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Iconha, Itapemirim, Presidente Kennedy, Serra e Vitória.
As investigações apontam que empresas contratadas pelo poder público subcontratavam outras pessoas jurídicas que, de acordo com a PF, apresentavam características de empresas de fachada. A suspeita é de que essas estruturas fossem utilizadas para ocultar a origem dos recursos por meio de operações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas.
Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em municípios capixabas, incluindo Vila Velha. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ainda conforme a investigação, os policiais identificaram transferências entre empresas ligadas ao grupo e saques em espécie que ultrapassaram R$ 30 milhões. Nas diligências desta semana, também foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em dinheiro.
A apuração teve início após a prisão de dois homens, em setembro de 2025, transportando R$ 2 milhões em espécie. A partir desse caso, a Polícia Federal rastreou a movimentação financeira até chegar ao suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes das empresas investigadas nem informou quais contratos específicos são alvo da apuração. As investigações continuam.
