Mães denunciam falta de cuidadores para crianças atípicas na rede de Vila Velha

Mães de crianças atípicas matriculadas na rede municipal de Vila Velha denunciam falta de cuidadores e dificuldades no atendimento educacional especializado em algumas escolas. Os relatos envolvem estudantes com diagnósticos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), que, segundo as famílias, enfrentam desassistência e número insuficiente de profissionais.

A mobilização ganhou força após o desabafo de uma pedagoga nas redes sociais. Ela afirmou que a escola onde atuava contava com 51 alunos público-alvo da educação especial para apenas oito cuidadores, cenário que, segundo a profissional, sobrecarregava a equipe e deixava algumas crianças sem o acompanhamento necessário. Após a publicação, seu contrato foi rescindido pela Prefeitura.

O problema também é alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) desde 2023, que busca obrigar o município a disponibilizar profissionais em quantidade adequada para atender os estudantes da educação especial. O processo aguarda julgamento pelo Tribunal de Justiça.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o atendimento é definido por avaliações pedagógicas individuais, conforme a legislação, e não apenas pelo número de matrículas. A pasta afirmou ainda que nenhum estudante estava desassistido e que a inclusão depende de uma atuação integrada entre professores, profissionais de apoio e equipe pedagógica, destacando que a rescisão da pedagoga ocorreu devido à divulgação de informações consideradas incompletas e descontextualizadas sobre o atendimento prestado.

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