Gêmeos siameses nascem em hospital estadual de Vila Velha

Um caso considerado raro na medicina foi registrado nesta semana em Vila Velha. Gêmeos siameses nasceram no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), unidade da rede estadual.

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou o nascimento e informou que a equipe multiprofissional da unidade está prestando assistência médica e apoio à família. Detalhes sobre o estado de saúde dos bebês e a região do corpo em que estão unidos não foram divulgados.

Os chamados gêmeos siameses — também conhecidos como xifópagos — são gêmeos idênticos que se formam quando o embrião não se divide completamente nas fases iniciais da gestação. Como resultado, os bebês permanecem fisicamente conectados por alguma parte do corpo, que pode variar entre tórax, abdômen, cabeça ou quadril.

Estudos apontam que a incidência desse tipo de gestação é considerada incomum, variando entre um caso a cada 50 mil a 200 mil nascimentos.

Marco histórico no Espírito Santo

O Espírito Santo tem registro de um caso histórico envolvendo gêmeas siamesas. As irmãs Rosalina Pinheiro Dável e Maria Pinheiro Dável nasceram em 1893, no município de Afonso Cláudio, unidas pelo fígado.

Em 1900, elas passaram por um procedimento cirúrgico considerado pioneiro à época, realizado no Rio de Janeiro pelos médicos Álvaro Alvim e Eduardo Chapot Prévost. A cirurgia entrou para a história como uma das primeiras tentativas documentadas de separação de gêmeos siameses, além de marcar o uso do raio-X em território nacional.

Após a operação, Maria não resistiu a complicações infecciosas. Rosalina sobreviveu e foi criada pelo médico responsável pelo procedimento.

O novo caso em Vila Velha reacende a atenção para a complexidade médica envolvida em situações desse tipo, que exigem acompanhamento especializado desde o nascimento.

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