Denúncia de suplente de vereador de Vila Velha leva MP a pedir documentos sobre empresas ligadas ao prefeito de Vila Velha e à primeira-dama

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades envolvendo o prefeito de Vila Velha, Arnaldo Borgo Filho, após denúncia apresentada pelo suplente de vereador do PL de vila-velha Ivan Arpini. A manifestação foi registrada na Ouvidoria do MPES e resultou na instauração de uma Notícia de Fato na 15ª Promotoria de Justiça Cível de Vila Velha.

A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Luciano da Costa Barreto, que determinou uma série de diligências preliminares para investigar os fatos apontados na denúncia.

De acordo com o documento do Ministério Público, a manifestação protocolada por Ivan Arpini (suplente de vereador do PL) aponta que o prefeito apareceria como sócio-administrador de empresa privada aberta durante o exercício de seu mandato, o que poderia contrariar normas administrativas e regras aplicáveis a agentes públicos.

Segundo registros apresentados ao MPES, a empresa A4 Holding Ltda., inscrita no CNPJ nº 63.020.966/0001-00, teria sido aberta em 3 de outubro de 2025, período em que Arnaldo Borgo já exercia o cargo de prefeito. Nos dados da Receita Federal, ele aparece com a qualificação de “sócio-administrador”.

Evolução patrimonial e empresas ligadas à primeira-dama

A denúncia também levanta questionamentos sobre a evolução patrimonial e empresarial de Andressa Barcelos Almeida, primeira-dama de Vila Velha. Conforme a manifestação apresentada ao Ministério Público, ela teria apresentado rápido crescimento empresarial a partir de 2022, passando a integrar empresas de maior porte.

Entre as empresas citadas no procedimento estão:
• Ardepe Variedades Ltda.
• Galone Barcelos Luminárias Ltda.
• A4 Holding Ltda.

Segundo a denúncia, algumas dessas empresas atuam no setor de materiais elétricos e iluminação, áreas que frequentemente mantêm relação com o poder público por meio de licitações e contratos administrativos, o que poderia gerar risco de conflito de interesses.

MP determina coleta de documentos e informações

Diante dos fatos relatados, o Ministério Público determinou a adoção de diversas providências para aprofundar a análise do caso.

Entre as medidas determinadas estão:
• Solicitação à Junta Comercial do Espírito Santo (JUCEES) para envio dos contratos sociais e alterações das empresas citadas;
• Pedido ao Município de Vila Velha para encaminhar documentos relacionados à contratação administrativa de Agatha Lídia da Gama Moret Soriano Galone, além de eventual contrato firmado com a empresa Galone Barcelos Luminárias Ltda.;
• Inclusão nos autos de vídeos sobre o caso que circulam nas redes sociais;
• Levantamento de informações no Portal da Transparência do município.

Fase inicial da apuração

O procedimento ainda está em fase preliminar, e o objetivo do Ministério Público neste momento é reunir documentos e informações para avaliar se há indícios de irregularidade administrativa, conflito de interesses ou eventual violação de normas aplicáveis a agentes públicos.

Caso sejam identificados elementos suficientes, o MP poderá instaurar investigação mais aprofundada ou adotar outras medidas legais cabíveis.

A denúncia foi apresentada pelo Suplente de vereador Ivan Arpini, morador de Vila Velha, que buscou a Ouvidoria do Ministério Público solicitando apuração dos fatos. O mesmo espera que a câmara de vereadores também tome providências cabíveis para a apuração dos fatos.

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