De acordo com os relatos, os atrasos vêm se repetindo e têm dificultado o cumprimento de compromissos básicos, como pagamento de aluguel, contas de consumo e alimentação. Trabalhadores afirmam que o cenário tem gerado insegurança entre os funcionários e afetado diretamente o clima organizacional dentro da unidade.
Um dos profissionais ouvidos, que preferiu não se identificar por receio de represálias, relatou a preocupação diária em conciliar o atendimento à população com a instabilidade financeira. “Estamos lidando com pacientes diariamente, em uma área essencial, mas sem a tranquilidade de receber pelo nosso trabalho em dia”, afirmou.
Ainda segundo os trabalhadores, a falta de informações claras sobre a regularização dos pagamentos tem aumentado a apreensão entre médicos, enfermeiros, técnicos e demais colaboradores. Alguns profissionais relatam que já precisaram recorrer a empréstimos ou ajuda de familiares para manter as despesas básicas em dia.
O PA da Glória é considerado uma unidade de referência no atendimento de urgência e emergência na região. Diante disso, os profissionais reforçam que a regularização dos salários é fundamental não apenas para garantir a estabilidade das equipes, mas também para assegurar a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população.
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento dos responsáveis pela unidade e órgãos competentes.


