Segundo relatos de pessoas que acompanharam a ocorrência, o assessor teria demonstrado tranquilidade excessiva, chegando a afirmar, em tom de deboche, que “nunca dá nada” para ele. O motivo da suposta confiança? Ainda de acordo com esses relatos, o fato de ocupar cargo de assessor especial, estar dentro da máquina pública e conhecer pessoas do Judiciário, da Polícia Civil e do Ministério Público.
A ironia não passou despercebida. Para quem assistia à cena, a sensação foi de déjà-vu: mais um episódio grave envolvendo o mesmo nome e a mesma postura de quem aparenta acreditar que o cargo público funciona como escudo jurídico.
O caso desta quinta-feira não seria isolado. Álvaro Romão já responde a outros processos criminais envolvendo mulheres, incluindo ações por assédio, agressão e stalking. Todos os procedimentos, vale ressaltar, ainda tramitam na Justiça e não configuram condenação, mas reforçam um histórico que levanta questionamentos sobre a permanência do assessor em funções estratégicas da administração municipal.
Álvaro Romão integra a equipe do prefeito Arnaldinho Borgo. Até o fechamento desta matéria, nenhuma manifestação oficial havia sido feita pela Prefeitura de Vila Velha sobre o caso ou sobre eventual afastamento do assessor.
Enquanto isso, a professora vítima da agressão busca amparo legal, e a sociedade acompanha, com ceticismo, mais um episódio em que a pergunta ecoa: a lei é realmente igual para todos ou alguns seguem acreditando que “nunca dá nada”?


