Serra vive sequência de crimes brutais e violência familiar choca moradores

A cidade da Serra voltou ao centro das atenções após dois assassinatos extremamente violentos registrados no mesmo fim de semana.

Os casos, separados por poucas horas, têm algo em comum: as principais suspeitas recaem sobre pessoas da própria família das vítimas, o que aumentou ainda mais a comoção entre moradores.

No bairro Residencial Centro da Serra, mãe e filha foram mortas a golpes de facão durante a madrugada. As vítimas foram identificadas como Michele Germano Sales, de 40 anos, e Milena de Paula Silva Germano, de 24. Segundo informações da investigação, o principal suspeito seria o companheiro de Michele, que fugiu após o crime e segue sendo procurado.

Imagens de câmeras de segurança registraram momentos assustadores. Nas gravações, o homem aparece perseguindo Michele pela rua enquanto tentava golpeá-la. Pouco depois, ele retorna sozinho. A brutalidade da cena causou revolta nas redes sociais e entre moradores da região.

Horas depois, outro caso igualmente perturbador foi descoberto em Serra Dourada I. A manicure Miriam Soares de Oliveira, de 39 anos, que estava desaparecida havia quatro dias, foi encontrada enterrada no quintal da própria casa pela mãe, Magali Morais de Oliveira Soares.

O principal suspeito é o irmão da vítima, Abraão de Oliveira Soares, de 42 anos, que confessou o assassinato à polícia. Segundo relatos, Miriam teria sido morta a pauladas após uma discussão dentro da residência. Depois do crime, o corpo foi enterrado no quintal, em uma tentativa de ocultação.

A mãe contou que desconfiou do filho após perceber um forte odor vindo do canteiro de plantas enquanto lavava roupas. Ao mexer na terra, encontrou o corpo da filha. A cena deixou familiares e vizinhos em estado de choque.

Os dois casos reforçam um dado preocupante: grande parte dos homicídios contra mulheres acontece dentro do ambiente familiar ou doméstico. Especialistas apontam que conflitos acumulados, violência psicológica, histórico de ameaças e ausência de intervenção preventiva costumam anteceder tragédias desse tipo.

No caso de Abraão, a polícia informou que ele já possuía registro anterior relacionado a ameaça. Agora, além de ocultação de cadáver, ele poderá responder também por homicídio qualificado.

Os crimes seguem sendo investigados pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo.

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