O Espírito Santo contabiliza, até o momento, 89 registros de acidentes com escorpiões em 2026, conforme levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). As ocorrências foram identificadas em pelo menos 20 municípios e, até agora, não houve confirmação de mortes.
Entre as cidades com maior número de casos, Aracruz aparece no topo da lista, somando 20 notificações. Na sequência, estão Santa Teresa, com 11 registros, e Afonso Cláudio, com 10. Outros municípios também apresentam ocorrências, ainda que em menor escala, o que demonstra a presença desses animais em diferentes regiões do Estado, tanto no litoral quanto na área serrana.
De acordo com os dados, a maior parte dos acidentes foi classificada como de baixa gravidade, com evolução sem complicações mais sérias. Ainda assim, as autoridades de saúde alertam para a necessidade de atenção, principalmente em residências e áreas com acúmulo de materiais.
O escorpião-amarelo é apontado como o principal responsável pelas picadas no Espírito Santo. A espécie é considerada a mais perigosa do país e costuma ser encontrada em ambientes urbanos, especialmente onde há presença de lixo ou insetos, como baratas.
Para reduzir o risco de acidentes, especialistas recomendam manter quintais limpos, evitar o acúmulo de entulho, vedar frestas em paredes e utilizar proteção ao manusear materiais de construção ou jardinagem. Também é importante verificar roupas e calçados antes de usá-los.
Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediato. A limpeza do local com água e sabão pode ser feita inicialmente, mas não substitui a avaliação profissional. O Centro de Atendimento Toxicológico do Estado oferece suporte 24 horas para orientação à população.
Um caso recente reforçou o alerta: um bebê foi picado no interior do Estado e precisou ser transferido de helicóptero para um hospital na Grande Vitória devido à gravidade do quadro. O episódio destaca a importância de agir rapidamente diante desse tipo de acidente.
