A Polícia Militar do Espírito Santo chegou em apenas dois minutos à escola pública onde um estudante de 13 anos esfaqueou um colega da mesma idade, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, na tarde de quinta-feira (19).
De acordo com o comandante da 12ª Companhia Independente da PM, major Isaac Rubim, a rapidez no atendimento foi decisiva para o socorro da vítima, que sofreu ferimentos graves e perdeu muito sangue. O adolescente foi atingido no braço e na axila direitos, além de golpes nas costas.
Segundo o oficial, o jovem teve o pulmão perfurado e chegou a perder a consciência. Policiais militares que atenderam a ocorrência realizaram um torniquete no braço do estudante para conter a hemorragia antes de encaminhá-lo ao hospital.
“O atendimento foi feito de forma muito rápida. Os policiais levaram apenas dois minutos para chegar até a escola. Isso foi muito importante para salvar a vida da vítima, que foi socorrida pela própria Polícia Militar”, afirmou o major.
A unidade da PM fica próxima à escola, e os agentes foram acionados pelo Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes), por meio do telefone 190.
O estudante ferido foi levado inicialmente ao Hospital Santa Paula, no próprio bairro, onde passou por procedimento devido a complicações pulmonares. Em seguida, foi transferido por uma UTI móvel do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, também na Capital.
Ataque ocorreu dentro da sala
O caso aconteceu durante a aula, na presença de estudantes e de um professor. O agressor desferiu quatro facadas e ainda tentou um quinto golpe, interrompido quando a vítima caiu no chão.
O suspeito foi detido por policiais militares e encaminhado à Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle). Conforme o comandante, os agentes relataram que o adolescente aparentava estar transtornado e sem noção do que havia feito.
Ainda segundo a PM, tanto a vítima quanto o agressor são alunos novos na escola. O autor do ataque havia se mudado recentemente do Amazonas, enquanto o estudante ferido veio de Curitiba, no Paraná.
Aos policiais, o agressor afirmou que não conhecia a vítima e que escolheu alguém aleatoriamente. Ele também declarou que não sabia explicar o motivo do ataque, apenas que sentia vontade de esfaquear alguém.
Botão do pânico e apoio da Guarda Municipal
A Guarda Civil Municipal de Vitória também foi acionada rapidamente por meio do botão do pânico instalado na unidade de ensino. Segundo o inspetor Rocha, o dispositivo permitiu resposta imediata das forças de segurança.
“Todas as unidades escolares de Vitória contam com botão do pânico. A viatura da PM chegou primeiro e a Guarda chegou logo na sequência para dar apoio aos alunos e à equipe escolar”, informou.
De acordo com a corporação, as escolas da Capital recebem rondas frequentes durante os horários de entrada e saída dos estudantes, em ações conhecidas como “visitas tranquilizadoras”.
Viaturas da Guarda foram posicionadas em frente à escola e também no hospital onde o adolescente permanece internado, como forma de apoio à família.
Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou o ocorrido e informou que presta assistência à comunidade escolar e aos familiares da vítima.
