A Kora Saúde, responsável pela rede Meridional, enfrenta um momento de forte pressão financeira devido a um passivo que chega a aproximadamente R$ 2,2 bilhões. O alto custo dos juros, na faixa de 14,75% ao ano, tem sido apontado como um dos principais entraves para o equilíbrio das contas.
Diante disso, a empresa iniciou tratativas com seus credores buscando condições mais viáveis, como a redução das taxas e a ampliação dos prazos para pagamento. A maior parte da dívida está vinculada a debêntures, o que torna as negociações ainda mais sensíveis.
Como medida emergencial, foi acordado o adiamento temporário de uma parcela que venceria no fim de março, dando um prazo adicional para avanço das conversas. No entanto, os demais compromissos seguem mantidos, o que mantém a pressão sobre o caixa da companhia.
A situação também repercutiu no mercado financeiro. A agência Moody’s classificou o movimento como uma reestruturação em cenário adverso, indicando preocupação com a capacidade de pagamento da empresa no curto prazo.
Entre as alternativas analisadas estão a possibilidade de transformar parte da dívida em participação na empresa, permitindo que credores se tornem acionistas, além da venda de ativos para reforçar a liquidez.
Controlada pelo fundo internacional H.I.G. Capital, a Kora possui unidades importantes no Espírito Santo, incluindo o Hospital Meridional da Praia da Costa. Apesar de apresentar desempenho operacional relevante dentro do setor, o nível de endividamento se tornou o principal desafio atual.
Uma eventual recuperação extrajudicial ainda não foi oficializada, mas segue no radar caso as negociações não avancem. O desfecho das tratativas nos próximos meses será determinante para o futuro da empresa.
