Comissão aprova projeto que libera FGTS para compra de armas

Proposta avançou sem debate na Câmara e autoriza trabalhador a sacar recursos do fundo para adquirir arma, munições e acessórios

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite o uso do saldo do FGTS para a compra de armas de fogo no Brasil.

A proposta foi aprovada em votação rápida, sem discussão entre os parlamentares, e agora segue para análise de outras comissões da Câmara.

Saque dependerá de autorização legal

O texto prevê que o trabalhador poderá sacar valores do Fundo de Garantia uma vez por ano para adquirir:

  • arma de fogo;
  • munições;
  • acessórios relacionados.

Para ter acesso ao dinheiro, será necessário apresentar:

  • autorização legal para compra da arma;
  • registro regular no SINARM ou SIGMA, sistemas oficiais de controle armamentista.

Segundo o projeto, o saque ficará limitado ao valor necessário para a aquisição dos produtos.

Projeto divide opiniões

A proposta é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), que argumenta que a medida fortalece o direito à legítima defesa e amplia a liberdade individual do cidadão.

O relator do texto, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), também defendeu o projeto, afirmando que a posse legal de armas pode reduzir a vulnerabilidade da população diante da criminalidade.

Por outro lado, críticos da proposta questionam o uso do FGTS — criado originalmente para proteção do trabalhador — em despesas relacionadas à compra de armamentos.

Aprovação ocorreu em menos de um minuto

A votação chamou atenção pela rapidez. Sem debates ou encaminhamentos, o projeto foi aprovado em cerca de um minuto na Comissão de Segurança Pública.

Como tramita em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovada nas demais comissões e não haja recurso para votação em plenário.

O texto ainda será analisado pelas comissões:

  • do Trabalho;
  • de Finanças e Tributação;
  • e de Constituição e Justiça (CCJ).

FGTS foi criado para proteção trabalhista

Criado em 1966, o FGTS funciona como uma reserva financeira vinculada ao trabalhador com carteira assinada.

Hoje, os saques são permitidos em situações específicas, como:

  • demissão sem justa causa;
  • compra da casa própria;
  • aposentadoria;
  • doenças graves;
  • calamidade pública.
spot_img

Ultimos acontecimentos

Leia Também