Vereadores de Vitória reagem e detonam Marcos do Val por ação na Guarda Municipal

Uma sessão da Câmara Municipal de Vitória nesta quarta-feira (25) escancarou um raro cenário político: vereadores de diferentes ideologias se uniram para criticar duramente o senador Marcos do Val (Podemos). O motivo foi a polêmica envolvendo a instalação de uma base tecnológica da Guarda Municipal na região da Enseada do Suá.

A iniciativa, que vem sendo divulgada como parte de um projeto de segurança pública, gerou forte reação no Legislativo municipal, com questionamentos sobre legalidade, transparência e possível uso político da estrutura.

Críticas generalizadas e suspeita de uso eleitoral

Parlamentares apontaram falta de informações oficiais e criticaram o que consideram uma ação sem respaldo legal. A vereadora Karla Coser (PT) levantou preocupação com declarações do senador sobre a criação de uma suposta “guarda metropolitana”, algo que, segundo ela, não existe juridicamente. 

Na mesma linha, o vereador Darcio Bracarense (PL) afirmou que não há qualquer ato normativo que sustente a proposta e questionou a utilização de um terreno público que já teria sido destinado a leilão. 

Já o vereador Leonardo Monjardim (Novo) cobrou explicações técnicas sobre a escolha do local, destacando que a região já possui presença policial, o que colocaria em dúvida a real necessidade da nova estrutura. 

Discurso mais duro: “ato eleitoreiro”

O tom subiu ainda mais entre alguns parlamentares. Vereadores chegaram a classificar a iniciativa como uso político da segurança pública, sugerindo que o projeto teria finalidade eleitoral. 

Vereadores lamentaram o fato de Marcos do Val estar “gastando dinheiro público” para instalar uma base tecnológica da Guarda Municipal na Enseada do Suá.

“Agora ele vem fazer firula, ele está fazendo um estelionato eleitoral trazendo uma ‘boate azul’, uma vergonha com recurso público. E ele não vai arrumar partido para ser candidato à reeleição e, por isso, está desesperado”, afirmou Armandinho Fontoura.

As críticas vieram inclusive de lados opostos do espectro político, evidenciando um consenso incomum dentro da Câmara de Vitória.

Falta de planejamento ou estratégia política?

O principal problema não é apenas a instalação da base, mas a forma como o projeto foi apresentado. A ausência de estudos técnicos, clareza institucional e respaldo legal levantou dúvidas sobre a real finalidade da iniciativa.

Além disso, a menção a estruturas inexistentes no ordenamento jurídico, como a chamada “guarda metropolitana”, ampliou o desgaste político e acendeu alerta dentro do Legislativo.

 

spot_img

Ultimos acontecimentos

Leia Também