Presidente da Assembleia quer levar ao Congresso leis mais duras contra o feminicídio

O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos, afirmou que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal com um objetivo claro: reforçar o rigor das leis contra o feminicídio em todo o país. A declaração ocorre em um momento de forte comoção no estado, diante de crimes recentes que reacenderam o alerta sobre a violência contra a mulher.

O Espírito Santo foi palco de episódios que geraram revolta e tristeza na população:

  • Dayse Barbosa: comandante da Guarda Municipal de Vitória, assassinada em março de 2026 pelo ex-companheiro, um policial rodoviário federal. O crime evidenciou que nem mesmo mulheres ligadas à segurança pública estão protegidas da violência.
  • Thaís Ellen: jovem de 23 anos morta em Cariacica pelo ex-parceiro, que possuía antecedentes criminais e estava em regime semiaberto. O assassinato ocorreu logo após a tentativa da vítima de encerrar o relacionamento.

As ocorrências intensificaram o debate sobre falhas no sistema penal e a necessidade de respostas mais firmes.

Defesa de punições mais severas

Para Marcelo Santos, o Brasil precisa adotar medidas mais rígidas para enfrentar o feminicídio. Ele defende alterações na legislação que dificultem benefícios a criminosos condenados por esse tipo de crime:

“Precisamos atualizar nossas leis e torná-las mais duras contra essa realidade que destrói famílias em todo o país.”

O presidente da ALES também critica mecanismos que permitem a redução de pena ou a saída antecipada de detentos, apontando que essas práticas contribuem para novos crimes.

“A sociedade não aceita mais ver criminosos voltando às ruas enquanto vidas são perdidas.”

Atuação no Espírito Santo e alcance nacional

Durante sua gestão na Assembleia Legislativa, Marcelo Santos tem adotado medidas voltadas à modernização institucional e à aproximação com a sociedade. Na pauta da proteção à mulher, destacam-se iniciativas como:

  • O Programa Sinal Vermelho, que facilita denúncias de violência doméstica
  • A criação de um cadastro estadual de agressores condenados
  • Propostas inspiradas em políticas já implantadas no estado, como o cadastro de pedófilos

Além disso, sua atuação ganhou projeção nacional ao assumir papel de liderança na União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, ampliando sua influência no cenário político brasileiro.

Foco em Brasília

Ao projetar uma candidatura a deputado federal, o presidente da Assembleia pretende levar ao Congresso uma agenda centrada no combate à impunidade e no fortalecimento das leis de proteção às mulheres.

A proposta é transformar a indignação diante dos casos recentes em mudanças concretas na legislação, buscando garantir mais segurança e justiça para vítimas de violência em todo o país.

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