Deputados defendem medidas preventivas após caso de violência em unidade de ensino de Vitória
Um episódio de violência envolvendo estudantes em Vitória voltou a colocar a segurança nas escolas no centro do debate público. O tema foi discutido nesta semana durante reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
A discussão ganhou força após um adolescente de 13 anos atacar outro aluno com uma faca dentro de uma escola no bairro Jardim Camburi, no último dia 19 de março. A vítima foi socorrida e, apesar dos ferimentos, não ficou com sequelas. De acordo com as informações apresentadas, os dois estudantes não tinham relação anterior.
Durante o encontro, o deputado Fabrício Gandini defendeu a ampliação do debate sobre estratégias de prevenção. Ele lembrou que casos semelhantes costumam impulsionar discussões apenas após episódios graves, citando também o ataque ocorrido em Aracruz, em 2022.
O parlamentar destacou que a violência nas escolas está ligada a um cenário social mais amplo, mas sugeriu a análise de ferramentas de segurança já utilizadas em outros países. Entre as propostas estão a instalação de detectores de metais, sistemas de reconhecimento facial e o fortalecimento de canais de denúncia.
Além das medidas tecnológicas, Gandini ressaltou a importância de ações preventivas dentro das próprias unidades de ensino, como a presença de psicólogos para acompanhar o comportamento dos alunos e identificar sinais de risco.
Durante a reunião, uma participante também chamou atenção para a diferença entre os protocolos de segurança adotados em prédios públicos e nas escolas. Segundo o relato, enquanto locais institucionais contam com controle de acesso rigoroso e monitoramento constante, muitas escolas ainda operam com estrutura básica de vigilância.
O debate deve continuar nas próximas semanas, com a expectativa de que novas propostas sejam discutidas para aumentar a proteção de estudantes e profissionais da educação no Estado.
