ACONTECENDO NO ESPÍRITO SANTO

sábado, 7 de fevereiro de 2026

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A picada de escorpião no Sambão: Arnaldinho, Pazolini e o recado ao Governo do Estado

O desfile no Sambão do Povo, no último dia 6, teve um enredo político claro: a aparição conjunta do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, e do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Mais do que foto de carnaval, o gesto sinaliza uma possível aliança que, se confirmada, funciona como uma picada de escorpião no Governo do Estado — sobretudo pelo simbolismo da traição política.

Arnaldinho foi alçado por investimentos e parcerias do Palácio Anchieta. Ao flertar publicamente com o principal polo de oposição, o prefeito ensaia romper com Renato Casagrande e envia um recado direto: ambição acima da lealdade. A movimentação ganha contornos mais graves porque ocorre enquanto o governo ainda sustenta entregas em Vila Velha.

Nos bastidores, a cena carrega a marca do ex-governador Paulo Hartung, que reaparece como articulador ao “polir a maçã” para lideranças jovens, mirando enfraquecer o grupo governista e a projeção de Ricardo Ferraço. Pazolini, por sua vez, parece acreditar que a coreografia rende musculatura eleitoral — aposta arriscada diante da base consolidada do governo em cidades estratégicas.

O saldo é claro: se a aliança Arnaldinho–Pazolini se concretizar, o gesto deixa de ser folia e vira ataque. Uma picada que não derruba de imediato, mas envenena a confiança e expõe a velha política vestida de novidade. Enquanto isso, Casagrande e Ferraço seguem cercando-se de prefeitos com capilaridade real, como Euclério Sampaio, Weverson Meireles e Sérgio Vidigal — jogando no tempo, não no flash.

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