Chefe da Polícia Civil do ES é denunciado à PF por suposta coação a delegado

Notícia-crime aponta possíveis abusos e relação com investigação sobre organização criminosa; acusado nega irregularidades

O chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, foi alvo de uma denúncia encaminhada à Polícia Federal por suspeita de coação a testemunha. A notícia-crime foi apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres, que também menciona possíveis crimes como abuso de autoridade, denunciação caluniosa, prevaricação e obstrução de investigação.

O documento foi enviado ainda ao Ministério Público do Espírito Santo e tem relação com uma apuração federal na qual Alberto já prestou depoimento. Segundo o delegado, as medidas adotadas por Arruda teriam caráter de retaliação, após sua colaboração com investigações que envolvem policiais civis e uma organização criminosa.

A situação ganhou repercussão após uma entrevista concedida por Alberto ao programa Fantástico, da TV Globo, em que ele confirmou informações de um investigado que apontava um policial civil como figura central no tráfico de drogas no estado. Antes da exibição da reportagem, Arruda informou que o delegado seria alvo de apuração interna na corporação.

Na sequência, foi instaurada uma investigação pela Corregedoria da Polícia Civil para analisar a conduta de Alberto. O delegado, por sua vez, alega que houve quebra de sigilo, já que seu nome teria sido divulgado publicamente, mesmo após prestar depoimento sob confidencialidade.

Investigação maior

O caso está ligado à Operação Turquia, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, que investiga a atuação de policiais e traficantes suspeitos de desviar e comercializar armas e drogas apreendidas. Entre os investigados está o policial civil Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, apontado como possível líder do esquema.

Defesa

Em nota, José Darcy Arruda negou qualquer tentativa de coação. Segundo ele, o contato com o delegado teve como objetivo solicitar a apresentação de documentos mencionados à Polícia Federal. O chefe da corporação também informou que determinou o levantamento de investigações relacionadas ao caso e pediu a reavaliação de registros antigos.

Até o momento, os demais citados na investigação não se manifestaram publicamente.

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