Procedimentos em andamento no Ministério Público, MPT e Corregedoria da Sedu apuram possíveis irregularidades relacionadas à gestão escolar e à fiscalização regional
Uma série de procedimentos instaurados por órgãos de controle estaduais e federais está apurando denúncias envolvendo a gestão da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Professora Néa Monteiro Costa, em Colatina, e a atuação da Superintendência Regional de Educação (SRE) do município.

As investigações foram abertas ao longo do primeiro semestre de 2026 e analisam fatos que teriam ocorrido durante o ano letivo de 2025. Entre os pontos citados nas representações encaminhadas aos órgãos competentes estão relatos de suposta omissão diante de episódios de violência escolar, evasão de estudantes, entrada de artefato explosivo na unidade, denúncias de assédio moral institucional e possíveis inconsistências em registros administrativos.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, os fatos passaram a ser analisados simultaneamente por diferentes instâncias de fiscalização e controle.
No Ministério Público do Trabalho (MPT), em Colatina, tramita o Procedimento Preparatório nº 000170.2026.17.003/7, instaurado para verificar possíveis impactos relacionados ao ambiente de trabalho e relatos de assédio coletivo envolvendo servidores da unidade escolar.
Já o Ministério Público do Estado do Espírito Santo acompanha o caso por meio de diferentes procedimentos. Em Colatina, uma Notícia de Fato apura possíveis violações de princípios administrativos e eventual responsabilidade de agentes públicos. Em Vitória, outras representações analisam questões ligadas à segurança interna da escola, avaliações funcionais e suposta omissão fiscalizatória por parte da estrutura regional de ensino.

Paralelamente, a Corregedoria da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) instaurou sindicância para apuração administrativa relacionada aos fatos apresentados nas denúncias.
As investigações ainda estão em fase preliminar e não há, até o momento, conclusões definitivas sobre a responsabilidade dos envolvidos. Os procedimentos podem resultar em arquivamento, recomendações administrativas ou adoção de medidas disciplinares e judiciais, dependendo do resultado das apurações.
Segundo relatos encaminhados aos órgãos de controle, integrantes da comunidade escolar aguardam a adoção de medidas que garantam a segurança do ambiente educacional e a regularidade da gestão da unidade de ensino.
