Réus respondem por homicídio qualificado, associação criminosa armada e outros crimes ligados ao caso que resultou na morte de dois PMs em 2022.
Dois acusados de participação no assassinato dos policiais militares Paulo Eduardo Oliveira Celini, de 29 anos, e Bruno Mayer Ferrani, de 30, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (2), em Cariacica. A sessão está marcada para acontecer no Fórum do município, a partir das 13 horas.
Os réus, Érica Lopes Ferreira e Eduardo Bonfim Meireles, respondem por uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado contra agentes de segurança pública em serviço, associação criminosa armada, porte ilegal de arma de fogo, roubo, tentativa de latrocínio e furto qualificado.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada de 16 de outubro de 2022. O grupo, formado pelos acusados e outros dois suspeitos, seguia pela rodovia Leste-Oeste quando encontrou um veículo parado devido a um pneu furado. O que aparentava ser uma tentativa de ajuda acabou se transformando em um assalto.
Durante a ação criminosa, uma das vítimas foi atingida de raspão por um disparo na cabeça. Entre os ocupantes do carro abordado também estava uma mulher grávida. A movimentação chamou a atenção de policiais militares que passavam pela região, dando início a uma perseguição.
A fuga terminou no bairro Santa Bárbara, onde os suspeitos abandonaram o veículo utilizado no crime. No momento da abordagem, os soldados Ferrani e Celini foram baleados. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
A prisão dos envolvidos ocorreu cerca de sete horas após o crime, após uma ampla mobilização das forças de segurança do Estado.
Segundo a investigação, Eduardo Bonfim foi o único acusado a admitir ter efetuado os disparos. Em depoimento, afirmou ter atirado diversas vezes, mas alegou que não tinha intenção de matar os policiais.
As defesas sustentam versões distintas sobre a participação dos acusados. O advogado de Érica afirma que ela não realizou disparos e que sua atuação no episódio será analisada pelos jurados. Já representantes da família de uma das vítimas demonstram confiança na condenação dos réus.
Os outros dois investigados no caso, apontados como corréus, terão seus processos julgados separadamente em data ainda a ser definida pela Justiça.
