Mortes por gripe grave avançam no Brasil e aumentam quase 37% em um mês

O número de mortes provocadas pela chamada “supergripe”, associada ao vírus Influenza A, registrou um aumento significativo nas últimas semanas no Brasil. De acordo com dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz, os óbitos cresceram 36,9% em um período de quatro semanas.

O avanço acompanha a elevação dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em diversas regiões do país. Estados das regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste apresentam tendência de alta nas infecções, indicando um cenário de atenção para as autoridades de saúde.

Além da Influenza A, outros vírus respiratórios também registraram crescimento no número de mortes no mesmo período. Casos relacionados ao rinovírus tiveram aumento de 30%, enquanto a Covid-19 apresentou alta de 25,6%.

No levantamento geral dos casos positivos de SRAG, o rinovírus aparece como o mais frequente, seguido pela Influenza A, vírus sincicial respiratório, Covid-19 e Influenza B.

Diante desse cenário, a maioria dos estados brasileiros está classificada em níveis de alerta, risco ou alto risco para doenças respiratórias, com tendência de crescimento nas próximas semanas.

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e profissionais que atuam em áreas essenciais.

A campanha nacional de imunização contra a gripe teve início no final de março e segue até o fim de maio, com o objetivo de reduzir casos graves, internações e mortes em todo o país.

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