Indígenas com deficiência ainda enfrentam invisibilidade no Brasil, alerta entidade

Feapaes-ES destaca falta de políticas públicas e desafios enfrentados por povos originários

A Feapaes-ES chama atenção para a baixa visibilidade das pessoas indígenas com deficiência no Brasil, especialmente em debates públicos e na formulação de políticas voltadas à inclusão. A discussão ganhou destaque durante o Dia dos Povos Indígenas.

De acordo com dados do IBGE, levantados no Censo 2022, 7,2% da população geral do Espírito Santo declara ter algum tipo de deficiência. Entre os povos indígenas, esse índice é maior, chegando a 11,4%, o que evidencia uma desigualdade significativa.

Segundo a entidade, essa parcela da população enfrenta múltiplas barreiras, que vão desde questões territoriais até limitações no acesso a serviços públicos adaptados às suas realidades culturais. Para especialistas, a combinação entre pertencimento indígena e deficiência amplia a vulnerabilidade social.

No município de Aracruz, algumas iniciativas buscam enfrentar esse cenário. A atuação da Apae local tem promovido atendimentos que consideram as especificidades culturais das comunidades, beneficiando cerca de 100 pessoas indígenas com deficiência.

Entre as ações desenvolvidas está um seminário voltado à troca de conhecimentos e construção de propostas inclusivas, reunindo lideranças indígenas, técnicos e representantes do poder público. O tema também tem ganhado espaço internacional, com debates realizados em eventos ligados à Organização das Nações Unidas.

Além disso, projetos de sensibilização e comunicação têm sido utilizados para ampliar o debate, como iniciativas em formato de podcast e programas voltados à inclusão. A expectativa é que essas ações contribuam para fortalecer políticas públicas mais efetivas e garantir maior visibilidade a esse grupo.

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