Reajustes superam a inflação e elevam custo de moradia para capixabas
O custo de vida continua avançando e a taxa de condomínio tem se tornado um dos itens mais pesados no orçamento doméstico. Levantamento do setor condominial, elaborado com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que moradores do Espírito Santo podem desembolsar até R$ 8,7 mil por ano apenas com essa despesa.
De acordo com o estudo, o valor da taxa condominial no Estado acumulou alta de 7,75% nos últimos 12 meses — variação bem acima da inflação registrada no mesmo período. Na prática, o reajuste ocorreu em ritmo cerca de 81,9% superior ao avanço do custo de vida médio.
Atualmente, a cobrança mensal gira em torno de R$ 725. Ao longo de um ano, esse valor representa um impacto significativo nas finanças das famílias.
A advogada especialista em direito imobiliário Lillian Thais explica que o valor é definido a partir das despesas essenciais para manter a estrutura e os serviços oferecidos pelos condomínios.
“Salários de funcionários, contratos de manutenção, serviços terceirizados e contas básicas, como água e energia, estão entre os principais componentes da taxa”, detalha.
Com os aumentos frequentes, muitos moradores buscam alternativas para reduzir os gastos. No entanto, segundo a especialista, não é possível negociar o valor individualmente, já que a cobrança é rateada entre todos os condôminos.
“O que pode ser discutido são os custos gerais do condomínio, como revisão de contratos e despesas. Em caso de atraso no pagamento, é possível firmar acordos para quitar a dívida e evitar medidas judiciais”, orienta.
