Na manhã desta quinta-feira (12), moradores próximos e até mais distantes do Aeroporto de Vitória ouviram sons incomuns no céu, bem distintos do ruído habitual da região. Em pelo menos duas ocasiões, um caça sobrevoou a área, despertando olhares curiosos em direção aos céus.
A aeronave em questão é familiar para os capixabas: trata-se de um A-4 Skyhawk, avião de ataque leve e interceptação operado pelo 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1). Em treinamentos anteriores, como em junho de 2024, o caça realizou manobras de passagem baixa (“low pass”) e exercícios de toque-arremetida, nos quais toca ou se aproxima da pista antes de ganhar altitude rapidamente.
Objetivo do treinamento
Segundo a Marinha do Brasil, esses voos fazem parte de atividades de rotina para garantir a prontidão operacional dos pilotos e simular exercícios de defesa. Como os sobrevoos aconteceram sobre a pista antiga do aeroporto – cabeceiras 06 (em direção ao Shopping Mestre Álvaro) e 24 (sentido Parque Pedra da Cebola) –, não houve impacto nas operações de pouso e decolagem da pista nova (02 – orla de Camburi; 20 – sentido Boa Vista II).
Fim de uma era
Apesar de impressionantes, os A-4 Skyhawk estão próximos de encerrar seu ciclo de serviço no Brasil. Os aviões, adquiridos em 1998 do Kuwait, foram integrados ao 1º Esquadrão de Aviação Naval, baseado na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia (RJ). Ao todo, 23 aeronaves vieram do Oriente Médio para operações em porta-aviões.
Por se tratar de um modelo fora de linha, a manutenção e reposição de peças é cada vez mais complicada e cara. Estima-se que os A-4 possam permanecer em operação até 2030, mesmo com as modernizações realizadas ao longo dos anos.
Além disso, o Brasil está em processo de renovação da frota de combate, com a chegada dos caças F-39 Gripen, fabricados em parceria entre a Suécia e a Embraer. Até o momento, 11 aeronaves já foram entregues à Força Aérea Brasileira, dentro de um total de 36 previstas até 2032.
