A Polícia Civil investiga um caso de suposto estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido no Rio de Janeiro. Entre os investigados está um jovem de 18 anos, filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, na gestão do governador Cláudio Castro (PL).
A Justiça decretou a prisão do jovem, que é considerado foragido. A reportagem tentou contato com o subsecretário, por meio da pasta, e também com a defesa do investigado, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto para manifestações.
Em nota publicada nas redes sociais, a secretária Rosangela Gomes afirmou ter recebido as denúncias com “indignação e tristeza” e destacou que o governo atua na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência. Segundo ela, a Secretaria da Mulher está prestando assistência jurídica e psicológica à vítima e aos familiares.
O Governo do Estado também divulgou comunicado condenando a violência, registrada em um apartamento em Copacabana, na zona sul da capital. A nota oficial não mencionou o vínculo familiar entre o investigado e o subsecretário.
Caso está sob segredo de Justiça
De acordo com a Polícia Civil, cinco suspeitos foram identificados — quatro maiores de idade e um menor. As prisões dos adultos foram decretadas.
Um dos investigados, de 19 anos, apresentou-se às autoridades e teve a prisão confirmada. A defesa de outro suspeito negou as acusações e afirmou que ele ainda não foi ouvido formalmente.
Nesta terça-feira (3), a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou pedidos de habeas corpus apresentados por três investigados que continuam sendo procurados. O tribunal informou que o processo tramita sob segredo de Justiça por envolver crime sexual e menor de idade.
Segundo as investigações, o episódio teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, após a adolescente ser convidada para um apartamento em Copacabana. Conforme o inquérito, ela relatou que não consentiu com a participação dos demais envolvidos.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.
