Entre os acusados estão três policiais civis que atuavam na Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória, além de um empresário do setor automotivo, com atuação em Colatina, e um homem apontado como intermediador, residente na Bahia.
A investigação integra a chamada Operação Dublê, realizada em 2025, que revelou a atuação de um grupo organizado com divisão de tarefas e atuação em diferentes etapas do crime.
Como funcionava o esquema
Segundo o Ministério Público, os envolvidos participavam de uma estrutura criminosa responsável por furtar veículos, adulterar sinais identificadores como chassi e placas e posteriormente revender os automóveis no mercado ilegal.
A atuação dos suspeitos incluía desde a obtenção dos veículos até a inserção deles no comércio, já com documentação irregular, dificultando a identificação das fraudes.
As investigações apontam ainda que agentes públicos teriam se aproveitado da função para facilitar a prática dos crimes, o que agravou as acusações.
Crimes e desdobramentos
Os denunciados vão responder por crimes como organização criminosa, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Caso a Justiça aceite a denúncia, eles passarão à condição de réus e responderão ao processo judicial.
Operação Dublê
A operação que deu origem à denúncia foi deflagrada em outubro de 2025 e teve como objetivo desarticular um grupo suspeito de atuar no esquema de clonagem de veículos no Espírito Santo.
Durante a ação, foram cumpridos mandados judiciais e apreendidos materiais que ajudaram a comprovar a atuação da quadrilha.
