Arnaldinho foi alçado por investimentos e parcerias do Palácio Anchieta. Ao flertar publicamente com o principal polo de oposição, o prefeito ensaia romper com Renato Casagrande e envia um recado direto: ambição acima da lealdade. A movimentação ganha contornos mais graves porque ocorre enquanto o governo ainda sustenta entregas em Vila Velha.
Nos bastidores, a cena carrega a marca do ex-governador Paulo Hartung, que reaparece como articulador ao “polir a maçã” para lideranças jovens, mirando enfraquecer o grupo governista e a projeção de Ricardo Ferraço. Pazolini, por sua vez, parece acreditar que a coreografia rende musculatura eleitoral — aposta arriscada diante da base consolidada do governo em cidades estratégicas.
O saldo é claro: se a aliança Arnaldinho–Pazolini se concretizar, o gesto deixa de ser folia e vira ataque. Uma picada que não derruba de imediato, mas envenena a confiança e expõe a velha política vestida de novidade. Enquanto isso, Casagrande e Ferraço seguem cercando-se de prefeitos com capilaridade real, como Euclério Sampaio, Weverson Meireles e Sérgio Vidigal — jogando no tempo, não no flash.


