O assassinato de uma comerciante conhecida no bairro Itapuã, em Vila Velha, ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil apontar o próprio segurança do estabelecimento como suspeito do crime. Idalete Pereira Figueiredo, de 58 anos, era proprietária do tradicional Bar da Loira e foi encontrada morta em sua residência, nos fundos do estabelecimento, em 7 de junho deste ano.
O suspeito, Sérgio Silva Soares, de 34 anos, foi preso no dia 19 de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais, após meses de investigação e buscas.
Crime teria sido planejado
De acordo com a investigação, Sérgio trabalhava ocasionalmente como segurança no bar e era uma pessoa de confiança da comerciante. Na noite do crime, imagens de câmeras de segurança registraram os dois fechando o estabelecimento.
Segundo os investigadores, o suspeito teria desligado o sistema interno de videomonitoramento antes de atacar a vítima com golpes de faca. No entanto, imagens de uma câmera instalada do outro lado da rua registraram a saída dele do local durante a madrugada.
O corpo de Idalete foi encontrado no dia seguinte por uma funcionária que estranhou a falta de contato com a proprietária e decidiu ir até o estabelecimento.
Dívida teria motivado o crime
As investigações apontam que o suspeito enfrentava dificuldades financeiras e tentava recuperar o próprio celular, que estaria retido por causa de uma dívida relacionada ao tráfico de drogas.
Conforme apurado, Sérgio teria pedido à comerciante um adiantamento pelo trabalho, mas não conseguiu o dinheiro solicitado. Testemunhas também relataram que ele estava nervoso no dia do crime.
Durante as diligências, os policiais encontraram uma calça com marcas de sangue na residência onde o suspeito morava. Exames periciais identificaram material genético da vítima na peça, elemento que passou a integrar o conjunto de evidências reunidas pela investigação.
Após deixar o Espírito Santo, o investigado teria passado pela Bahia antes de seguir para Minas Gerais, onde acabou localizado e preso.
Caso é investigado como latrocínio
O caso foi investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. De acordo com as informações apuradas, dinheiro, mercadorias e pertences pessoais da comerciante foram levados do estabelecimento.
A prisão do suspeito representa um avanço nas investigações sobre a morte de Idalete, que era conhecida por clientes e moradores da região.
O caso também chama a atenção pela relação de confiança entre a vítima e o homem apontado como autor do crime, que trabalhava ocasionalmente como segurança do estabelecimento.
As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades policiais, e a responsabilização criminal do suspeito depende do andamento do processo judicial.
