Homem é amarrado e levado a “tribunal do crime” após desentendimento amoroso em Viana

Polícia Civil identificou cinco suspeitos; quatro foram presos e um apontado como chefe do tráfico continua foragido, segundo as investigações.

Um homem de 28 anos foi rendido, imobilizado e amarrado com fita adesiva após uma discussão motivada por desentendimentos amorosos no bairro Bom Pastor, em Viana, na Grande Vitória. Segundo a Polícia Civil, ele foi levado a um campo de futebol, onde integrantes de um grupo criminoso teriam realizado uma chamada de vídeo com um homem apontado como chefe do tráfico na região para decidir a punição da vítima.

O caso aconteceu no dia 13 de agosto, mas os detalhes da investigação foram divulgados nesta quarta-feira (21).

Desentendimento terminou em violência

De acordo com as investigações, a confusão começou após comentários envolvendo relacionamentos amorosos. Um dos investigados, identificado como Júlio César Jordão Moté, conhecido como Julinho, teria se desentendido com a vítima em meio a suspeitas e boatos envolvendo suas companheiras e ex-companheiras.

A vítima teria procurado o suspeito para tirar satisfações. Durante o encontro, a situação evoluiu para agressões e o homem acabou imobilizado por integrantes do grupo.

Em seguida, ele foi levado para um campo de futebol, onde permaneceu amarrado enquanto os envolvidos faziam uma chamada de vídeo com Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior, conhecido como Bequinha, apontado pela polícia como chefe do tráfico no bairro Bom Pastor.

Segundo a Polícia Civil, a ordem teria sido para que a vítima recebesse um “corretivo”, sem autorização para execução.

Polícia chegou ao local após denúncia

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) após uma denúncia de possível tentativa de homicídio.

Quando os policiais chegaram ao campo de futebol, os suspeitos fugiram, deixando o homem amarrado no local. A vítima conseguiu identificar os envolvidos, o que contribuiu para o avanço das investigações.

Dois suspeitos foram presos em flagrante naquela ocasião. Outros dois foram presos posteriormente, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

Chefe do tráfico segue foragido

Ao final do inquérito, cinco investigados foram indiciados por sequestro qualificado e associação criminosa. A polícia informou que não identificou intenção de matar a vítima durante o episódio.

A Justiça decretou a prisão preventiva dos cinco investigados. Quatro foram presos, enquanto Carlos Alberto, o Bequinha, permanecia foragido até a divulgação das informações.

O caso chama a atenção para a atuação de grupos criminosos que tentam impor regras e punições próprias, submetendo moradores a situações de violência e intimidação fora da lei.

As informações sobre a participação dos investigados são decorrentes da apuração policial e devem ser consideradas à luz do devido processo legal.

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