Armandinho sofre agressão de militante da esquerda

Confusão ocorreu em uma feira de Jardim Camburi, em Vitória; segundo a campanha, fotógrafo foi agredido e registrou boletim de ocorrência.

O vereador e candidato a deputado estadual Armandinho Fontoura (PL) se envolveu em uma confusão nesta sexta-feira (2), em uma feira de Jardim Camburi, em Vitória. Segundo a campanha, o fotógrafo da equipe foi agredido durante uma discussão política e registrou boletim de ocorrência junto à polícia.

De acordo com a equipe, Armandinho interveio para proteger o profissional e impedir que a situação se agravasse. O candidato acionou a Polícia Militar, mas o homem apontado como agressor fugiu do local e não aguardou a chegada dos policiais. No vídeo divulgado pela campanha, o envolvido é apresentado como militante de esquerda.

video da agressão aqui embaixo.

O episódio ocorreu a dois dias do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4).

Ao comentar a confusão, Armandinho atribuiu motivação política ao episódio e criticou o que classificou como comportamento violento de setores da esquerda.

“A esquerda está desesperada e, por causa disso, parte para a agressão. Essa é a forma que a esquerda tem de fazer política, usando a violência. Eu chamei a polícia porque este caso não pode passar impune”, afirmou.

Segundo o candidato, a decisão de acionar a polícia teve como objetivo registrar oficialmente a ocorrência e permitir a apuração dos fatos. A campanha sustenta que a agressão relatada pelo fotógrafo não pode ser tratada como simples divergência política.

A dinâmica do episódio também suscita um questionamento: a provocação teria sido deliberada para induzir uma reação do vereador e, posteriormente, divulgar um vídeo recortado que o apresentasse como responsável pelo início do confronto? Essa hipótese depende de apuração e da análise das imagens completas. Os elementos apresentados não permitem afirmar que houve uma ação organizada com essa finalidade.

_Outros episódios envolveram políticos e militantes de esquerda_

Em 20 de dezembro de 2023, o então deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ) deu um tapa no rosto do deputado capixaba Messias Donato, à época no Republicanos, durante a promulgação da reforma tributária, no plenário da Câmara dos Deputados. Quaquá admitiu o tapa, alegou ter reagido a uma agressão anterior e declarou: “Comigo a porrada canta”. Em outubro de 2024, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou o arquivamento do inquérito, acolhendo manifestação da PGR que considerou o contexto de ofensas e agressões recíprocas.

Em abril de 2024, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) expulsou das dependências da Câmara, com empurrões e chutes, Gabriel Costenaro, então integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). A ação foi filmada. Glauber alegou ter reagido a perseguições e ofensas contra sua mãe. O episódio resultou em processo disciplinar e, em dezembro de 2025, a Câmara aprovou a suspensão de seu mandato por seis meses.

Na Unicamp, em 29 de junho de 2022, manifestantes ligados à União da Juventude Comunista (UJC) impediram uma palestra do então vereador Fernando Holiday, à época filiado ao Novo. À CNN Brasil, Holiday afirmou que ele, Leo Siqueira e Lucas Pavanato foram cercados e agredidos com chutes e socos, precisando deixar o local escoltados pela segurança da universidade. A UJC assumiu publicamente a expulsão dos integrantes do Novo, e a reitoria condenou manifestações de violência em prejuízo do debate democrático.

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